
Diário virtual destinado a compartilhar idéias, sensações e pensamentos sobre vida e arte.
sábado, 5 de setembro de 2009
Reproduzo artigo maravilhoso de Lya Luft!!!

terça-feira, 1 de setembro de 2009
Mel para a alma... Pra começar o dia...
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Cecília Meireles
sábado, 15 de agosto de 2009
BOA PERGUNTA!

O assunto é apenas aparentemente chato e está movimentando quem pensa no futuro da leitura no Brasil - hoje. Depois de afirmar na cerimônia de lançamento do vale-cultura e também no programa semanal Café com o presidente que o governo está se esforçando para levar a cultura a todos, mas o setor editorial "não ajuda", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu uma resposta dura, em números de associações que representam o setor.O estudo feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP, a pedido do Sindicato Nacional dos Editores e Livreiros e da Câmara Brasileira do Livro, aponta que o preço do livro caiu nos últimos anos: 24,5% nos didáticos; 22,4% nas obras gerais (ficção e não-ficção); 38% nos religiosos e 23,3% nos livros científicos, técnicos e profissionais.Como mostra o Prosa Online, o governo não está totalmente de acordo com esses números e já pergunta "quem sente essa redução de preço quando vai à livraria?". O debate chega no exato momento em que o governo propõe taxar em 1% a receita de editores distribuidores e livreiros para financiar o Fundo Pró-Leitura, que vai financiar diversas ações de incentivo à leitura, como informa a Folha de S. Paulo.Alguns, contudo, veem o buraco muito mais embaixo. André Forastieri, que já foi editor da Conrad e da Pixel, é um dos que olham os números e enxergam um futuro negro para o livro - embora não necessariamente para a literatura. Um trecho:
[Em 2009,] as vendas de livros caíram 10% no segundo trimestre de 2009, com relação ao mesmo período de 2008. Agora, lustro minha bola de cristal e prevejo: não sobe mais. Daqui para frente, é ladeira abaixo. Porque as pessoas não leem mais. Têm muitas outras coisas divertidas para fazer. Inclusive escrever em tantos blogs, twitters e tal. Porque quem lê, lê de maneira diferente - quebrado, online, múltiplas vezes.
Para ele, além dessa mudança na forma de ler, sobre a qual já falamos de passagem aqui, há uma "questão maior":
É a área de didáticos, paradidáticos e técnico/científicos. Quase metade do total de livros vendidos em 2008. Com a chegada de um computador por aluno - ele chegará, não hoje nem amanhã, mas o processo já começou e não tem volta - não existe nenhuma justificativa para jogar essa dinheirama fora imprimindo 100 milhões de exemplares.
A argumentação está, pelo menos nesse ponto, alinhada com o que diz a pesquisa dos editores, que afirmam que sem as compras do governo, 2008 não seria o ano bom que aparenta: o crescimento de quase 10% emagrece para menos de 2%. As ideias de Forastieri podem ser tresloucadas, acertadas ou um pouco das duas. Fugir do debate é a única alternativa perigosa. E você, como acha que vai estar lendo no futuro?
terça-feira, 11 de agosto de 2009
"Resistência - A história de uma mulher que desafiou Hitler", de Agnès Humbert

domingo, 19 de julho de 2009
Sonho Quixotesco!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Vou embora para Guernsey!

Então, o que fiz? Comprei o livro! Na pior das hipóteses, provavelmente conseguiria a receita de uma torta deliciosa...
A história de Guernsey e de seu período como um território ocupado pelos nazistas é contada pelos próprios moradores da ilha, o que nos faz compreender melhor as suas realidades. Dawsey, Isola, Amelia, Eli, Ebben, Sidney, Sophie, Kit e Elizabeth... Quantas histórias! A narrativa por cartas (romance epistolar) nos deixa profundamente íntimos de cada personagem. Quis ter estado em Guernsey com eles, não pela ocupação, mas pelas reuniões da Sociedade Literária. Queria ter conhecido aquelas pessoas, falado dos livros que gosto, provado a torta de casca de batata feita por Will Thisbee para os encontros; desejei ter brincado com Kit, ganhar uma escultura de madeira feita por Eli e até ter provado os elixires de Isola! Queria ter feito parte da história. Seriam todos grandes amigos, tenho certeza. Agora tenho saudades...
Ainda sinto o livro ecoando dentro de mim. Uma história fascinante, sensível, com senso de humor apesar do tema controverso, bem escrita, contada por pessoas que passaram a amar os livros, seu refúgio em momentos difíceis na guerra. Livros que se tornaram pão do espírito. Livros que uniram pessoas.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
DE REPENTE O PRANTO FEZ-SE RISO...!

Pois é, depois de um fim e início de semana doente, sentindo os efeitos de uma gastroenterite infecciosa, retorno às postagens aqui no blog, comentando de uma outra doença, esta respiratória: A GRIPE SUÍNA.
O mundo inteiro está assustado com o surto da doença e seus riscos. Assunto de todos os noticiários, programas de TV, imprensa escrita, escolas, residências, enfim, não se fala em outra coisa. E não é pra menos: a doença se alastra pelas regiões afetadas (México, EUA) e é difícil contê-la. Num mundo em que o lema é a GLOBALIZAÇÃO, como "convencer" o vírus influenza causador da doença a ficar isolado?
Medidas de proteção, tais como uso de máscaras, lavagem das mãos com freqüência, monitoramento de pessoas vindas de áreas infectadas e seu isolamento, são tomadas em diversos países no mundo, inclusive no Brasil. Sim, no Brasil. E todos nós ficamos muito traquilos com a eficácia dessas medidas protetivas em nosso país, haja vista as recentes experiências com o surto de Dengue e os resultados eficazes obtidos. (?!) Ah, o governo declarou que se houver epidemia há remédios e leitos separados nos hospitais pra todo mundo. Ufa! ... Isso é sério?
Por isso, nesta manhã de recuperação para mim e para muitas pessoas também, a melhor receita é o RISO. RIR É SEMPRE O MELHOR REMÉDIO. É verdade! Inúmeros estudos de Universidades Americanas e Brasileiras (Universidade de Wisconsin, Maryland e Unicamp, por exemplo) comprovam que ser bem-humorado significa perceber que a maior parte das situações que vivemos não é nem muito importante, nem muito séria, nem muito grave. Rir oxigena o sangue e faz pensar melhor. Quem é mais triste apresenta uma atividade maior na parte frontal direita do córtex cerebral. Isso mexe com os neurotransmissores, as substâncias produzidas e liberadas ali, e reduz a produção de células de defesa do organismo. Assim, o bom humor é uma forma descontraída de prevenir gripes e resfriados. (...) Huuuuummmm...
... Opa! Seria essa a solução? :)
Bom, como adoro a transformação de sofrimento em arte, achei que a charge acima, de autoria de Amarildo, feita originalmente para A Gazeta, poderia ser um bom início de tratamento. Decidi, então, compartilhá-la com vocês. Espero que gostem. Até! :)
ENQUANTO ISSO...
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Inauguração do blog comestível!
É o dia em que comemoramos a palavra e todo o seu poder. E minha maneira de comemorá-lo foi criar este blog, no qual dividirei com vocês minhas impressões do mundo e da arte. Deu vontade, escrevo aqui. Que bom, né? Estar sempre proseando...
O blog não deixa de ser um livro, mas construído no ambiente virtual, no qual publicamos histórias, imagens, idéias. E eu espero conseguir tornar este em especial capaz de prender sua atenção e motivá-lo, quem sabe, a escrever também.
Escrever liberta a alma e alimenta. Liberta a minha alma e me alimenta. Isso me faz lembrar uma passagem do livro A Reforma da Natureza, de Monteiro Lobato, no qual a personagem Emília tem uma idéia genial a respeito da feitura dos livros: torná-lo comestível. Em cada página, um sabor diferente... assim, segundo a boneca mais falante que existe, "o livro pode ter entrada em todas as casas, seja dos sábios, seja dos analfabetos." Que delícia!
Viva a Emília!
Viva ao livro!
E viva a este blog também! Que a cada dia seu sabor seja inesquecível...
Segue o trecho do livro A Reforma da Natureza, no qual Emília expressa sua idéia brilhante...
“– [...] Que acha que devemos fazer para a reforma dos livros?
A Rãzinha pensou, pensou e não se lembrou de nada.
- Não sei. Parecem-me bem como estão.
- Pois eu tenho uma idéia muito boa – disse Emília. – Fazer o livro comestível.
- Que história é essa?
- Muito simples. Em vez de impressos em papel de madeira, que só é comestível para o caruncho, eu farei os livros impressos em um papel fabricado de trigo e muito bem temperado. A tinta será estudada pelos químicos – uma tinta que não faça mal para o estômago. O leitor vai lendo o livro e comendo as folhas; lê uma, rasga-a e come. Quando chega ao fim da leitura, está almoçado ou jantado. Que tal?
A rãzinha gostou tanto da idéia que até lambeu os beiços.
- Ótimo, Emília! Isto é mais que uma idéia-mãe. E cada capítulo do livro será feito com papel de um certo gosto. As primeiras páginas terão gosto de sopa; as seguintes terão gosto de salada, de assado, de arroz, de tutu de feijão com torresmos. As últimas serão as da sobremesa – gosto de manjar-branco, de pudim de laranja, de doce de batata.
- E as folhas do índice – disse Emília – terão gosto de café, serão o cafezinho final do leitor. Dizem que o livro é o pão do espírito. Por que não ser também pão do corpo? As vantagens seriam imensas. Poderiam ser vendidos nas padarias e confeitarias, ou entregues de manhã pelas carrocinhas, juntamente com o pão e o leite.
- Nem precisaria mais pão, Emília! O velho pão viraria livro. O Livro-Pão, o Pão-Livro! Quem souber ler lê o livro e depois come; quem não souber ler come-o só, sem ler. Desse modo o livro pode ter entrada em todas as casas, seja dos sábios, seja dos analfabetos. Otimíssima idéia, Emília!
- Sim – disse esta muito satisfeita com o entusiasmo da Rã. – Porque, afinal de contas, isso de fazer os livros só comíveis para o caruncho é bobagem – podemos fazê-los comestíveis para nós também.
- E quem essa idéia a você, Emília?
- Foi o raciocínio. O livro existe para ser lido, não é? Mas depois que o lemos e ficamos com toda a história na cabeça, o livro se torna uma inutilidade na casa. Ora, tornando-se comestível, diminuímos uma inutilidade.
- E quando a gente quiser reler um livro?
- Compra outro, do mesmo modo que compramos outro pão todos os dias.
A idéia, depois de discutida em todos os seus aspectos, foi aprovada, e Emília reformou toda
(Fonte: LOBATO, Monteiro. A reforma da natureza. São Paulo: Globo, 2008. 72p)